A crise na associação “Raríssimas”

,

Por Rogério Lima Barbosa, de Coimbra, Portugal   Nesta semana, por causa da reportagem Para onde vai o dinheiro que a Raríssimas recebe? Com a jornalista Ana Leal, da TVI, em Portugal, estamos presenciando uma verdadeira enxurrada de informações sobre a Associação Raríssimas e, mais precisamente, sobre a sua presidente Paula Brito e Costa. Em […]

A quem interessa avacalhar com a Universidade Pública?

Conheço pessoalmente os professores e funcionários da UFMG que sofreram a injustiça de serem levados à Polícia Federal de forma coercitiva para deporem numa investigação sobre o Memorial da Anistia.

Conheço, em especial, o reitor atual, professor Jaime Ramirez, que foi orientador de uma de minhas filhas.

Tenho absoluta certeza de que estas pessoas não cometeram qualquer crime contra o patrimônio público e que a maneira como esta operação foi realizada se destina a desacreditar midiaticamente uma Universidade que tem mantido a esperança brasileira no ensino público de qualidade.

Como professor aposentado e trabalhando como voluntário no Hospital das Clínicas da UFMG, sinto-me pessoalmente atingido por estas ações arbitrárias e fora da lei.

Reproduzo abaixo o texto do nosso sindicato.

“Foi com grande indignação que a diretoria do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco – APUBH recebeu logo pela manhã, a notícia de  que o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, professor Jaime Arturo Ramirez, a vice-reitora, professora Sandra Regina Goulart Almeida e reitores e vice-reitoras de gestões passadas da Instituição foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimento na sede da Polícia Federal em Minas Gerais.

A ação faz parte de uma operação intitulada pela PF de “Esperança Equilibrista” e que apura irregularidades e suposto desvio de recursos públicos nas obras de construção do Memorial da Anistia Política do Brasil.

Causa estranhamento a forma como a operação foi conduzida pela Polícia Federal que, antes de notificar a UFMG, nos parece informou a imprensa transformando a ação em um espetáculo midiático, a exemplo do que ocorreu em Santa Catarina.

Tal atitude estabelece um processo de condenação pública e antecipada daqueles que foram chamados a prestar esclarecimentos, sem qualquer acusação formal.  Cria um circo em que coloca em xeque a credibilidade de uma das maiores e melhores instituições de ensino público do país e da América Latina, responsável pelo desenvolvimento de pesquisa de ponta e que possui em seu corpo docente professores e pesquisadores reconhecidos nacional e internacionalmente.

A APUBH entende que os fatos devem ser investigados, para que a verdade surja e a justiça seja feita. Porém, condena o uso da “força bruta”, na forma dos mandados de condução coercitiva, pois existem modos mais “educados” para se “convidar” uma testemunha pública, de endereço conhecido e de conduta ilibada para prestar o seu depoimento.  O uso destes mandados nos remete à conduta da Polícia no contexto do Estado de Exceção: será que estamos voltando à ditadura?  Nos últimos meses, vivenciamos uma sequência de agressões  à universidade pública, por meio de cortes orçamentários, suspensão de investimentos, culminando na ação truculenta da PF na manhã de hoje.

Neste difícil momento, por qual passa a UFMG, mais do que cores partidárias, disputas internas por poder na instituição ou em suas unidades, nós temos que nos unir em defesa dessa  Universidade que é referência na produção do conhecimento e da luta pelo ensino público, gratuito e de qualidade.”

 

Os bolsos gordos da ciência da obesidade

Há dez anos era raro atendermos alguma pessoa com NF1, no Centro de Referência em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG, que apresentasse também obesidade ou sobrepeso. Hoje, está cada vez mais comum a nossa recomendação de controle do peso por meio da alimentação saudável para adultos e crianças com NF1.

Saiba porque isto está acontecendo neste artigo muito bem escrito  CLIQUE AQUI