Sabemos que a experiência de receber o diagnóstico de NF1 frequentemente é um momento difícil para a maioria das pessoas e das famílias. Geralmente representa um ponto de virada na vida, que molda a identidade pessoal, os relacionamentos e a percepção do próprio corpo.

No entanto, pouco se sabe sobre como as pessoas interpretam e reagem emocionalmente ao receber um diagnóstico de NF1. Este estudo teve como objetivo explorar as dimensões cognitivas, emocionais e relacionadas à identidade da experiência diagnóstica em pessoas com NF1 na Polônia. Foi realizado um estudo qualitativo utilizando entrevistas semiestruturadas e aprofundadas com 93 adultos diagnosticados com NF1.

O título do artigo é: “Que assim seja”: entre o choque e a aceitação – respostas emocionais, de identidade e cognitivas ao diagnóstico de neurofibromatose tipo 1” (ver aqui artigo completo em inglês).

Os resultados indicam que receber um diagnóstico de NF1 não é um evento clínico isolado, mas sim um processo evolutivo de construção da identidade, moldado pelo tempo, pela história pessoal e pelo contexto social.

As reações dos participantes ao diagnóstico variaram de acordo com o contexto diagnóstico e o processo de comunicação. Quatro padrões principais de resposta foram identificados:

(1) ausência de reação emocional, alívio e aceitação do diagnóstico;

(2) busca por conhecimento e engajamento ativo com as informações;

(3) negação, minimização e distanciamento emocional; e

(4) crise emocional, ansiedade somática e desorientação existencial.

O diagnóstico também atuou como um catalisador para a redefinição da vida, do corpo e da experiência cotidiana, expressa por meio de uma maior consciência corporal e uma reordenação das prioridades, valores e relacionamentos da vida.

Em conjunto, esses temas demonstram que o diagnóstico de NF1 funciona tanto como uma crise quanto como uma oportunidade transformadora. Ele confirma experiências corporais e desafia autoconceitos estabelecidos, estimulando a reflexão, a autoconsciência e a reorientação biográfica.

Comentário nosso

Este estudo destaca a importância da comunicação empática e clara e do cuidado centrado na família no processo de diagnóstico. Compreender as respostas emocionais e relacionadas à identidade ao diagnóstico pode fundamentar práticas clínicas mais abrangentes e inclusivas e melhorar a qualidade do atendimento para indivíduos e famílias afetados pela NF1.

Sugerimos a leitura completa do artigo (pode ser traduzido automaticamente com o Google) para todos os profissionais da saúde que cuidam de pessoas e famílias com NF1.