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Em outubro de 2026, em São Paulo, o estudante de biomedicina da UNISINOS Daniel Maier dos Santos (foto acima), durante o 8° Congresso Internacional Sabará-PENSI de Saúde Infantil, apresentou os resultados do estudo que seu grupo (*) realizou com inteligência artificial sobre possíveis marcadores genéticos na NF1.

Daniel escreveu um resumo sobre seu trabalho, que temos a satisfação de apresentar abaixo.

 

Como funciona nosso estudo?

Antes de falarmos sobre a IA, é importante lembrar a pergunta que guiou nosso estudo.

O Dr. Vincent Riccardi nos anos 80 publicou um estudo sobre uso de cetotifeno em pacientes com NF1, ele passou anos descrevendo sobre o ambiente dos neurofibromas. Estudos mais recentes por outros grupos mostram quais células compõem os neurofibromas, uma delas são os mastócitos.

Nosso grupo se inspirou nos trabalhos dele sobre sinalização celular e o papel dos mastócitos dentro dos neurofibromas e começamos a debater: será que os genes que controlam essa parte dos mastócitos estão envolvidos na transformação do Neurofibroma Plexiforme em Tumor Maligno da Bainha do Nervo Periférico (TMBNP)? É possível que haja outros genes ligados à malignização?

Com essa hipótese em mente, iniciamos o desenho do estudo. Nele, utilizamos amostras transcriptômicas de neurofibromas plexiformes, TMBNP e tecido saudável. Essa técnica consiste em olhar o quanto alguns genes estão trabalhando ou não, que também chamamos formalmente de expressão gênica. Após ter as informações de cada grupo, selecionamos as ferramentas: PCA e K-Means.

 

Para analisar nossos dados utilizamos Inteligência Artificial

Quando pensamos em Inteligência Artificial (IA), é comum imaginarmos ferramentas como chatGPT, Gemini e afins. Também são ferramentas de IA, mas que têm um objetivo diferente, elas processam a linguagem, por isso são chamadas de Grandes Modelos de Linguagem. Todavia, existem outros tipos, um deles, e é a que utilizamos no projeto se chama: aprendizado não-supervisionado.

Imagine que temos uma lista de frutas que está misturada, as únicas informações que temos é: há frutas, vendas e estações climáticas. O algoritmo não sabe quem é ácida, cítrica. Mas quando olha para esses dados, começa a encontrar agrupamentos e padrões, por exemplo, vendeu mais abacaxi, morango e pêssego no verão, enquanto vendeu pouquíssimo no inverno.

Quando olhamos para esse tipo de Inteligência Artificial, parece distante, mas vamos substituir essa lista por: genes, expressão de cada gene e tempo ao longo da vida. Quando organizamos essas informações, estamos observando justamente a NF1.

Imagine que estamos em um salão de festa, cada amostra é uma pessoa, o computador vai olhar como elas se organizaram no espaço, tirar uma foto panorâmica e mostrar quais características explicam essa distância entre elas. Isso é o algoritmo PCA que utilizamos.

O K-Means tem uma função diferente na festa, ele passa fita no chão e separa quem está dançando no mesmo ritmo. Em uma linguagem genética: quem está mais expresso, menos expresso ou sem se mover.

 

Quais foram os resultados que obtivemos com o trabalho?

Ao utilizar o K-Means, observamos que nesses dados, com aquela população, há outros genes ligados à transformação do plexiforme em TMBNP. Alguns já estão bem descritos na literatura como protagonistas em outros tipos de tumores. Há outros genes que ganham e perdem funções, sendo que ainda não foram descritos em TMBP. Além disso, os genes que regulam os mastócitos ficaram estáveis, o que refutou nossa hipótese.

Quando utilizamos o PCA, observamos que há também diferença de genes entre os grupos Plexiformes e TMBNP, assim como os dois diferem do tecido saudável. Os genes que mais apareceram estavam ligados à reprogramação metabólica, proliferação celular (nascimento de células) e aumento de comunicação celular.

 

O que esses resultados significam? O estudo encontrou novos marcadores?

Nosso estudo é um piloto, ou seja, não descobrimos novos marcadores, estamos testando a hipótese in silico, quer dizer, via computador. Ainda precisam ser feitos testes em laboratório. Nosso estudo também apresenta limitações, visto que esses dados são da população norte-americana e o Brasil apresenta um perfil genético diferente.

Todavia, mesmo com a hipótese refutada e com mais testes sendo necessários, esses resultados são animadores, pois nos dão novos alvos para estudar e analisar e refletir: se há outros genes envolvidos na malignização tumoral, posso usar eles como marcadores?

 

(*) Integrantes do grupo:

Daniel Maier dos Santos – Graduando de Biomedicina da Unisinos e Pesquisador Associado do ICTQ Fóton

Igor Araújo Viana – Professor da Escola de Saúde Unisinos

Rodrigo Marques de Figueiredo – Professor da Escola Politécnica da Unisinos e Pesquisador Associado do ICTQ Fóton

Armando Leopoldo Keller -Professor da Escola Politécnica da Escola Politécnica da Unisinos

 

 

 

 

 

Pergunta de M.P.S. de Macapá: “Tenho sentido crises de ansiedade, meu coração dispara, fico suando, com dor de cabeça e a pressão chega em 17. Tenho 25 anos, nasci com NF1 e isto está acontecendo há uns dois anos. O que pode ser?”.

Cara M., obrigado pela sua pergunta, pois ela toca num assunto importante para as pessoas com NF1.

Começamos respondendo que precisa procurar um (a) endocrinologista, porque os sintomas e sinais que você relata são sugestivos de um tipo de tumor que pode lançar no sangue grandes doses de substâncias parecidas com a adrenalina, chamados Feocromocitoma e Paraganglioma. Essas catecolaminas podem causar os sintomas que você está apresentando.

O Feocromocitoma ocorre em cerca de 2 a 13% das pessoas com NF1, ou seja, é aproximadamente 10 vezes mais comum nas pessoas com NF1 do que na população em geral, embora apenas 1 em cada 5 deles produza sintomas.

Um estudo mostrou que em 15% das pessoas com NF1 e hipertensão arterial também apresentavam Feocromocitoma. Metade delas tinham sintomas no diagnóstico, em torno dos 43 anos (faixa de 14–61 anos).  20% eram tumores em mais de um local e 12% eram malignos (ver aqui o estudo, em inglês).

Portanto, identificar a causa de crises de hipertensão (especialmente quando vem associadas a ansiedade, taquicardia, sudorese e dor de cabeça) é uma medida urgente que preserva a saúde das pessoas com NF1.

Algumas clínicas chegam a sugerir triagem bioquímica periódica para feocromocitoma em pessoas com NF1, especialmente devido ao potencial de apresentação assintomática e às implicações de um diagnóstico retardado (ver aqui estudo de 2026).

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico necessita da experiência do (a) endocrinologista ou cardiologista (ver aqui), mas, em resumo consiste na dosagem laboratorial de catecolaminas no sangue, que é o teste de primeira linha para investigar feocromocitoma. Caso a dosagem plasmática seja apenas discretamente elevada (menos de 4 vezes o limite superior), recomenda-se confirmação com coleta de urina de 24 horas para catecolaminas e metanefrinas.

Após confirmação bioquímica, precisamos localizar onde está o tumor, o que é feito por meio de tomografia computadorizada ou ressonância magnética específicas, podendo ser necessário o PET CT.

Conclusões

O Feocromocitoma deve ser especificamente investigado em pessoas com NF1 e hipertensão, principalmente acima de 30 anos, com crises de hipertensão arterial, cefaleia associada, palpitações ou sudorese. No entanto, exames preventivos (rastreio bioquímico ou por imagem) em pessoas assintomáticas com NF1 não é recomendado rotineiramente.

Confirmado o Feocromocitoma, o tratamento é cirúrgico e é obrigatório o bloqueio alfa-adrenérgico pré-operatório, seguido de betabloqueio se necessário, para reduzir risco de crise hipertensiva perioperatória e mortalidade.

 

Texto produzido com auxílio do OpenEvidence®

 

Bruno Rebouças Tamassia faleceu há 3 dias, aos 49 anos, depois de toda uma vida superando as dificuldades causadas pela Schwannomatose relacionada ao gene NF2. Sua história é comovente e estimulante, e foi contada por ele em seu livro de memórias “A vida no presente – memórias de um paciente de neurofibromatose”.

Bruno foi uma pessoa altruísta, que além de enfrentar a própria doença tornou-se fundamental na criação da ANF em São Paulo, uma das primeiras associações de portadores de neurofibromatose no Brasil.

Bruno ajudou a divulgar conhecimentos científicos sobre as NF e mobilizou a comunidade médica para os novos tratamentos.

A AMANF presta nossa homenagem ao Bruno, uma pessoa exemplar, que muito nos inspirou no começo de nossa trajetória em defesa das pessoas com NF.

Obrigado pela sua vida, Bruno.

Diretoria da AMANF

 

Temos a alegria de compartilhar (com autorização de sua mãe Paula) a história da Vitória, que está hoje com 20 anos , que foi atendida em 2012 no nosso Centro de Referência em Neurofibromatoses do HC UFMG, onde foi feito o diagnóstico de Neurofibromatose do Tipo 1 (NF1) em mosaicismo, ou seja, a NF1 acometendo apenas uma parte do corpo, no caso da Vitória, apenas sua perna direita, onde causou displasia (deformidade) dos ossos (tíbia e fíbula).

A deformidade e fragilidade dos ossos levou a fraturas espontâneas repetidas, obrigando Vitória a se submeter a várias cirurgias, sem sucesso, continuando com dor, grande sofrimento por internações repetidas e faltas escolares. Dante disso, foi realizada a amputação da perda e colocada uma prótese que permitiu que ela retomasse sua vida normal, inclusive patinando!!

A dedicação aos esportes levou Vitória para o Snowboard e fez com que ela tenha sido convidada agora para participar da equipe brasileira que vai participar das Paralimpíadas de Inverno 2026 em Milano Cotina, na Itália (ver aqui).

Parabéns Vitória, por mais esta vitória em sua vida!!!

Estamos torcendo por você e sua equipe!

 

Diretoria da AMANF

 

Convido você a ver a live realizada pela Milena com a Maria Helena, um momento de reflexão calma e animadora sobre como enfrentar as dificuldades da NF1.

Clique abaixo.

Dr Lor

A maioria das famílias tem dificuldade em falar sobre uma doença genética na família. Muitas vezes os pais protelam por anos o momento de explicar para a própria criança as causas de suas manchas, de sua dificuldade de aprendizado, dos exames médicos e outros acontecimentos na sua vida que a tornam diferente das demais crianças.

Este é um dos assuntos abordados na excelente live no canal Enfermeira Rara realizada pela enfermeira Milena Silva (portadora de NF1) com a médica Maria Carolina Melo Feitosa (mãe de uma menina com NF1) e coordenadora do grupo de WhatsApp Ninguém Fica de Fora.

Vale a pena assistir!

Abraços

Dr Lor

Clique no link para ver a gravação da live:

 

 

 

 

Tenho a satisfação de receber no nosso blog uma pessoa que está sendo conhecida na comunidade NF pelo seu excelente trabalho de divulgação científica e humanitária sobre as NF no canal Enfermeira Rara, do qual tive a oportunidade de participar ontem (ver abaixo).

Com a palavra, Milena!

Dr Lor

 

Olá! Sou a Milena, enfermeira, tenho Neurofibromatose tipo 1, motivo da minha pesquisa de mestrado, sou mestre em Psicologia da Saúde, além de autora do livro “Neurofibromatose: Mapeamento de Associações, Instituições e Serviços Existentes no Brasil”.

Sou natural de Votuporanga, interior de São Paulo, e atuo há mais de 10 anos na área da Saúde Mental, trabalhando em um CAPS II. Posso dizer que, além da minha paixão pela psiquiatria, também me descobri encantada pelo universo da genética.

Durante minha participação em grupos de WhatsApp, percebi a grande necessidade de levar informações baseadas em ciência, com o apoio de profissionais renomados no assunto, para um público mais amplo.

Foi então que enxerguei a oportunidade de usar a internet como ferramenta de divulgação* e de apoio às pessoas que convivem com a Neurofibromatose, uma doença rara e ainda pouco conhecida — inclusive entre profissionais da saúde.

Em uma conversa com um amigo de trabalho, surgiu a ideia de criar um canal no YouTube, e assim nasceu o meu “xodó”: o canal *Enfermeira Rara*, um espaço criado com muito carinho para compartilhar conhecimento, histórias reais e experiências transformadoras.

No meu canal você vai encontrar lives com especialistas, depoimentos pessoais e conteúdos educativos sobre o universo das doenças raras.

Meu objetivo é informar, acolher e conectar pessoas — pacientes, familiares e profissionais — que desejam aprender mais sobre essa causa.

Lá, conversamos sobre Neurofibromatose de forma leve, acessível e embasada, compartilhando informações, histórias de vida, depoimentos e lives com profissionais de excelência que dominam o tema.

Tem sido uma experiência incrível! O canal me proporcionou conhecer pessoas maravilhosas, dispostas a fortalecer essa rede, e profissionais comprometidos* em divulgar conhecimento de qualidade.

Se você ainda não conhece, *corre lá e se inscreva*! LINK

Você vai encontrar vídeos com meus depoimentos pessoal, além de todas as lives gravadas, repletas de conteúdo e aprendizado.

Aproveito para agradecer a todos os profissionais que aceitaram o meu convite até aqui, ao apoio da minha família e, especialmente, ao John, que está por trás das câmeras tornando tudo isso possível.

Com carinho,

Rosângela Milena da Silva

Enfermeira Rara

 

Veja a live de ontem

 

 

Temos a satisfação de apresentar a todas as pessoas que têm contribuído financeiramente com a AMANF as nossas contas dos últimos 12 meses.

Somos gratos a todas as contribuições realizadas, não importa o valor, pois cada uma delas contribuiu em:

  • 26,7 % para realização de exames complementares de pessoas com NF (NF1 e Schwannomatoses);
  • 17,4 % para a participação da equipe médica do CRNF em congressos científicos, onde vamos buscar nossas atualizações para o tratamento das pessoas com NF;
  • 43,9 % para o salário da secretária Giorgete Viana, que faz o acolhimento das pessoas que precisam de consultas no CRNF e por videoconferência, envia relatórios e material informativo e cuida da comunicação da AMANF nas redes sociais (com outras pessoas, como Josiane Nery, Maria Helena e Laís);
  • 11,8 % para despesas de manutenção (cartório, correio, despachantes, material de consumo, internet e taxas bancárias).

Graças à solidariedade de tantas pessoas, temos conseguido sustentar nossas ações básicas e apoiar pessoas com NF e seus familiares, mas a expansão de nossas atividades depende de novos recursos.

Por exemplo, planejamos para o próximo ano:

  • a oferta de novas bolsas de iniciação científica para estudantes da área da saúde
  • lançar uma nova edição atualizada da cartilha As Manchinhas da Mariana
  • realizar um mini simpósio sobre NF no início do ano letivo com a participação de portadores e suas famílias.

Por isso, sua contribuição é e sempre será fundamental para que possamos continuar nosso trabalho solidário.

SOMOS MUITAS PESSOAS, MAS VOCÊ É INDISPENSÁVEL!

 

 

 

A AMANF tem a satisfação de apresentar o trabalho do Daniel Maier dos Santos, estudante de Biomedicina na Unisinos no Rio Grande do Sul, que viajou até São Paulo para apresentar seu trabalho de pesquisa no encontro científico chamado Simpósio Next Frontiers do AC Camargo (https://accamargo.org.br/ensino/next-frontiers-to-cure-cancer)

Daniel, que tem um irmão com NF1 (clique para saber mais dessa história de amor fraterno), fez uma vaquinha (da qual a AMANF fez parte) para poder viajar até São Paulo e participou de uma mesa redonda (clique aqui para ver).

O interesse de estudantes pelas NFs (NF1, e Schwannomatoses) é a nossa esperança de um dia podermos descobrir a cura (ver aqui mais informações sobre a busca do Daniel pela cura do irmão) e cuidarmos cada vez melhor das pessoas com NFs.

Parabéns, Daniel, e conte com nosso apoio para suas novas jornadas.

Dr Lor

 

 

Em nossa experiência no Centro de Referência em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG temos observado que algumas pessoas com NF1 apresentam certas alterações na percepção corporal, em especial quanto à tolerância à dor, aos sons e texturas de roupas e alimentos, à música, à temperatura do ambiente, ao contato corporal com outras pessoas e à imagem que fazem de si mesmas.

Até onde sei, não há um estudo científico bem conduzido para esclarecer se estas alterações encontradas são apenas impressão subjetiva nossa ou se correspondem a um padrão sensorial típico das pessoas com NF1.

Por isso, resolvi publicar, com sua autorização, o relato de uma pessoa sobre suas descobertas corporais e espero que este texto permita a outras pessoas com NF1 se identificarem (ou não) e que ele seja inspiração para, quem sabe, pesquisas científicas futuras sobre esta questão.

Dr. Lor

PS: Depois de postado este texto a Dra. Luíza de Oliveira Rodrigues sugeriu um artigo científico recente sobre esta questão: ver aqui. Comentarei em breve este excelente estudo!

 

 

Aqui é a C.P.R, sua paciente. 

Gostaria de compartilhar uma descoberta que eu fiz sobre mim e meus sintomas.

Faz bastante tempo que eu sinto uma sensação estranha física, muito tempo mesmo, e eu nunca consegui entender o que era, nem explicar para alguém o que sentia.

A gente até chegou a conversar numa consulta anterior sobre consciência corporal. 

A partir disso, eu tenho tentado entender o que tenho sentido (no sentido físico mesmo), tenho feito anotações etc.

Enfim, hoje eu consegui chegar a uma conclusão após ter anotado o que eu sentia em cada sentido (nos 5 sentidos). 

Na audição, eu sinto como se escutasse abafado, como se eu tivesse de fone, e escutasse as coisas de longe. Eu consigo entender que tem algo sendo dito, a altura está boa, mas muitas vezes eu não consigo compreender o que foi dito. E eu também as vezes falo muito alto e não percebo (muitas pessoas reclamam disso).

Sobre o paladar, eu sinto o gosto de longe, não como se faltasse sal, mas como se eu sentisse o sabor de longe mesmo, distante. 

Sobre o tato, eu sinto como se algo tivesse me tocando, mas com a dificuldade de entender o que é. É como se fosse algo aleatório. Tanto que eu me assusto quando alguém me toca do nada, pois eu não consigo identificar o que é. Eu também tenho dificuldade de lidar com a quentura. Eu sinto que existe um calor, mas muitas vezes não sinto que tá queimando, eu sinto apenas um incômodo bem ruim. 

Sobre a visão, eu sinto um peso nos olhos. Tipo, eu enxergo bem. Eu tenho uma visão relativamente boa (meu grau é bem baixinho), mas eu sinto que vejo as coisas meio desfocadas, com menos nitidez. 

Enfim, eu sinto muito incômodo corporal, sempre senti, e nunca consegui colocar em palavras. 

Depois que eu consegui colocar isso para fora eu resolvi pesquisar sobre os sintomas na internet e apareceu a “síndrome sensorial”, e eu me identifiquei com todos os sintomas, ainda mais quando relacionados a hipossensibilidade.

Isso me assustou um pouco, mas eu até chorei de alívio, pois sempre foi muito difícil lidar com os sintomas e não conseguir expressar o que eu sentia para alguém.

Gostaria de saber se isso tem a ver com a neurofibromatose, ou, se você sabe o que pode ser feito para tratar isso.

Eu tenho a leve a impressão de que eu já senti as coisas “direito”, mas não consigo explicar quando, se isso acontece desde a infância, se eu sempre tive isso. Eu não sei. Eu só sei que é algo que me incomoda a anos e eu finalmente consegui entender o que é. 

Agora eu gostaria de tentar tratar, se for possível.

Achei interessante compartilhar com você já que você me acompanha.

Grata pela atenção.

 

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